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quinta-feira, 13 de maio de 2010

CURIOSIDADES......




A Copa do Mundo é reconhecida como a maior competição de futebol do mundo porque é palco de grandes jogos e teste para os maiores craques. A mística do Mundial, porém, também é construída por curiosidades, pequenas histórias que dão mais graça ao evento.

Veja na lista abaixo alguns dos “causos” que marcaram o torneio:

1950 -
Touradas de Madri -
A maior decepção da história do futebol brasileiro teve sua história contada diversas vezes, mas há quem diga que ela só tomou essa proporção pela euforia criada no jogo anterior. No segundo jogo do quadrangular decisivo do Mundial, contra a Espanha, o Brasil de Zizinho, Ademir e Jair atropelou a Espanha diante de um Maracanã lotado.

A euforia pelo 6 a 1 era tanta que a torcida começou a entoar, de forma espontânea, a marchinha “Touradas de Madri” no estádio. A junção entre música e futebol comoveu os jornalistas presentes, que escreveram


maravilhas sobre o futebol-arte praticado pelos brasileiros.

A história, a partir daí, é conhecida. O clima de “já ganhou” tomou conta da seleção, que acabou derrotada por 2 a 1, de virada, pelo Uruguai de Obdulio Varela e Ghiggia, autor do gol decisivo para o segundo título dos sul-americanos.

1954 -
Para despistar -
Com toda a base do Honved, o time militar que impressionou a Europa na época, a Hungria chegou ao Mundial como grande favorita. Logo na primeira fase, o time magiar cruzou com a Alemanha, que ainda não tinha quase nada da fama e da tradição que possui hoje.

O resultado foi um passeio da seleção do Leste Europeu, que alcançou um inapelável 8 a 3 e ratificou seu favoritismo na competição. No caminho para final, a Hungria não deu chance e nenhum de seus rivais, incluindo o Brasil.

Só que os germânicos usaram sua técnica apurada e o conhecimento dos adversários para virar o jogo. Em um jogo pragmático, venceram por 2 a 1 e consagraram a segunda zebra consecutiva em finais de Copa.

1958 -
Sem as estrelas e com o manto -
O Brasil de 1958, comandado por Vicente Feola, foi o time que conseguiu marcar o país como vencedor, além de talentoso, e muito por causa da jovem dupla Pelé e Garrincha. Os dois maiores nomes do futebol no país, no entanto, começaram no banco de reservas, por opção do comandante da seleção, em um tempo em que não havia substituição.

Somente após o segundo jogo, um burocrático empate por 0 a 0 com a seleção da Inglaterra, é que ambos foram escalados. E não porque Feola assim decidiu. Líderes do grupo como Didi, Nilton Santos e Zito se reuniram com Feola e pediram para que Pelé e Garrincha substituíssem Mazzolla e Joel, respectivamente, no que foram prontamente atendidos. Para esse jogo, Zito também ganhou a vaga que estava com Dino Sani no meio-campo.

Na estréia do trio, uma vitória por 2 a 0 sobre a União Soviética, e o resultado final também é amplamente conhecido. Com um futebol mais do que convincente, o Brasil foi campeão mundial pela primeira vez, mas não sem antes passar por uma provação. Na final contra a Suécia, o time teria de jogar de azul, já que os donos da casa vestiriam amarelos.

A notícia foi uma ducha de água fria nos supersticiosos, já que foi vestido assim que o Brasil havia perdido a final para o Uruguai oito anos antes. Paulo Machado de Carvalho, o “Marechal da Vitória”, conseguiu mudar o ponto de vista do elenco. Pouco antes da decisão, disse que o azul era, antes de tudo, a cor do manto de Nossa Senhora. A “notícia” animou o grupo, que ganhou por 5 a 2 na decisão e trouxe a primeira Copa para o Brasil.

1970 -
Guerra Fria -
No auge da ditadura militar, os militantes contrários ao regime viam o futebol como o ópio do povo. Cientes da utilização política que o esporte poderia ter, não foram raros os resistentes que declararam torcidas para que o Brasil perdesse no Mundial do México.

Sendo assim, era fácil escolher por quem vibrar no primeiro jogo da seleção na Copa, já que a comunista Tchecoslováquia é que viria pela frente. O time do Leste Europeu saiu na frente, mas a comemoração do gol é que entrou para a história.

Contrariando todos os mitos forjados pelos capitalistas, que cansaram de espalhar a falta de religião dos correligionários dos comunistas, Petras fez o sinal da cruz. A história é bem contada no filme “O ano em que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburguer, que mostra a mudança de postura dos militantes quando o Brasil vira para 4 a 1.

1974 -
Tudo de volta -
O Mundial da Alemanha marcou a primeira participação do Zaire na história das Copas. A atual República Democrática do Congo havia vencido as Copas Africanas de Nações, que dava vaga automática para a competição. Animado com o feito, o autoritário e ditatorial governo local premiou cada atleta com uma casa e um automóvel.

Só que no Mundial as coisas mudaram. No grupo que tinha Iugoslávia, Brasil e Escócia, o Zaire ficou sem ponto algum, com três derrotas e 14 gols sofridos. O resultado não agradou os regimes africanos, que confiscou os prêmios dados para os atletas anteriormente.

1978 -
Apito final -
Logo no primeiro jogo do Brasil no Mundial, a seleção de Cláudio Coutinho empatava por 1 a 1 até o último minuto dos acréscimos. Depois de uma cobrança de escanteio, Zico subiu de cabeça e desempatou para a seleção verde-amarela.

O que seria uma vitória heróica se transformou, no entanto, em uma grande confusão. O juiz galês John Thomas decidiu apitar o fim do jogo enquanto a bola estava no ar, em uma das anulações de gol mais bizarras da história. O Brasil protestou e o apitador nunca mais apitaria em Copas do Mundo.

Camisa nova - França e Hungria fecharam a o grupo da morte da primeira fase, que ainda tinha Itália e Argentina. Já eliminadas, as duas seleções deram trabalho a árbitro Arnaldo Cezar Coelho,que apitava o confronto.
Insatisfeita com os árbitros do Mundial da Argentina, a França decidiu jogar de branco, mesma cor do uniforme húngaro. O impasse durou alguns minutos, e a queda-de-braço só foi vencida pelo juiz brasileiro quando os franceses aceitaram jogar com a camisa do Kimberley, um time amador de Mar Del Plata, onde aconteceu o confronto.

1982 -
Dono da bola -
Treinada por Carlos Alberto Parreira, a seleção do Kuwait viu seu cartola pagando um mico no segundo jogo da equipe no Mundial. Depois de empatar na estréia contra a Tchecoslováquia, a equipe do Oriente Médio encarou a França ainda com chances de classificação.

O jogo já estava 3 a 1 para os europeus quando Giresse marcou um gol em completo impedimento. Os jogadores do Kuwait argumentaram que tinham ouvido um apito, que na verdade veio da torcida, e por isso pararam no lance.

Para avalizar a reclamação, o príncipe Fahad Al-Sabah entrou no gramado, cercado de policiais e pressionou um pouco mais o árbitro soviético Miroslav Stupar, que acabou anulando a marcação. No fim, a França ainda faria o quarto com Bossis, e fecharia o caixão do Kuwait.

1990 -
Sem passaporte -
A Inglaterra surpreendeu o mundo no Mundial da Itália com uma campanha firme e uma dupla de respeito. Lineker e Gascoigne faziam uma ótima Copa até a semifinal, contra a futura campeã Alemanha.

O jogo equilibrado foi até os pênaltis, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e acabou decidido pelos erros de Pearce e Waddle. A grande cena do confronto, no entanto, foi protagonizada pelo árbitro José Roberto Wright, que deu um amarelo para Gascoigne por uma falta dura no meio-campo.

Aquela era a segunda advertência do problemático atacante no Mundial, e ele estava automaticamente fora de uma possível final. A reação foi imediata, e Gascoigne chorou copiosamente no gramado do Delle Alpi, em Turim.

1994 -
Advertência -
Aquela que é, provavelmente, a história mais triste da história das Copas do Mundo, começa com a bem cotada Colômbia perdendo por 2 a 1 para os Estados Unidos. A derrota eliminou os sul-americanos precocemente da competição, e o gol decisivo foi marcado pelo zagueiro Escobar, contra.

Dias depois, já de volta ao seu país natal, Escobar foi morto com 19 tiros em um bar de Medellín. As testemunhas do incidente contam que o assassino, um apostador do cartel local, citou o gol contra antes de cometer o crime.

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